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Eu estava aqui pensando o que escrever e lembrei da minha última viagem. Lá estava eu fazendo aqueles city tours furados que só nos levam em lojas conveniadas e caras, caríssimas, carérrimas!
Daí olhei pro outro lado da rua e vi duas crianças com capas de super heróis. Eram dois meninos pequenos, por volta de uns 4 anos, subiam num degrau e saltavam pegando impulso, como se pudéssem levantar vôo. E depois de pular incontáveis vezes desciam a ladeira correndo numa velocidade supreendente para qualquer super herói de 4 anos de idade.
Escrito por Gustavo Trevisolli em 11-Jul-2006 (1243 cliques)
Finalmente, depois de muito tempo de espera e inatividade, fui chamado pelo Luís para fazer parte deste novo site, a equipe mudou, mas o velho espirito continua, foi como se eu estivesse doente, só esperando a boa alma do Luís ou do Nate aparecer para me curar e me tirar daquela vida obscura, então depois de muita conversa, aceitei a proposta de fazer uma coluna sobre personagens subversivos, atos ou acontecimentos do mesmo tamanho. Antes de mais nada, vamos ao dicionário:
SUBVERSÃO: Rebelião, revolta
SUBVERSIVO: Rebelde, revoltado.
É claro que isso também inclui nossos queridos anti-heróis, que adoram arrumar encrenca, fazer algumas merdas e depois arrumam desculpas esfarrapadas para explicar o por que disto.
Esta coluna vai então, tentar entender a mente de alguns personagens desse mundo nerd, tão amado e odiado.
O personagem da vez é um dos meus favoritos. Frank Castle, Codinome: Justiceiro.
Criado em The Amazing Spider-Man #129, em 1974, O Justiceiro em seus 32 anos de existência tem muita história.
Frank Castle era um ex-fuzileiro naval, o inicio de tudo aconteceu quando sua família foi morta por assassinos.
Certos dias eu simplesmente acordo com uma vontade incontrolável de comer algo gostoso. Nesse dia, a vontade era batatinha!!! Humm. Aquelas da Elma Chips mesmo, mas tinha que ser sabor batata mesmo porque agora está na moda batata sabor presunto, sabor queijo, sabor bacon. Entrei numa doceria e lá estava: dezenas de opções de batata! Nenhuma sabor batata! Fui obrigada a experimentar o sabor "camarão com limão" para ver se sanava a vontade.
Aproveitei que tinha que ir no centro de São Paulo resolver alguma coisa e coloquei uma hq na bolsa para ler no metrô. Escolhi um crossover da DC: Batman x Predador, que tinha comprado indicada por um amigo. Eu conversava com ele que estava querendo ler outras hqs, pedi sugestões e ele falou desse crossover. Havia tanta empolgação, tantos elogios que não resisti e adquiri. Mas como já era de se esperar, não gostei e até hoje (meses depois) ainda não consegui terminar de ler a revista inteira. Primeiro joguei a culpa na DC que não fazia histórias cativantes, depois convenceram-me que crossovers não são exatamente histórias e que a graça está na luta. Provavelmente eu não goste de lutas, pensei. Ou desconhecia essa lógica dos crossovers. No fim, joguei a culpa no desenhista mesmo. Eu não entendia os desenhos, por isso não entendia a cena e perdia o gosto pela leitura. Não me arrependo de ter comprado e me esforaçarei pra ler até o fim. Vou continuar na segurança do meu bom e velho Demolidor mesmo, que aliás me decepcionou esquecendo totalmente da sua grande parceira: Elektra. Culpa do Bendis, claro. Fato é que aprendi a lição: Nada de crossovers. Nada de batata sabor camarão.
Aproveitando a onda do que vale a pena comprar, dos preços abusivos... uma boa pedida são os sebos. Sebo é uma loja que comercializa livros, revistas, cds usados. Eu mesmo sou frequentadora de vários, na banca eu só compro Demolidor mesmo... Pra quem não liga de ser o primeiro a saber, de ter uma revista nova recem lançada nas bancas, os sebos são o paraíso. Lá vc encontra de tudo, até raridades. Mas claro, tem que garimpar muito. Todas as revistas da Elektra, até aquelas ridículas do tipo: Elektra e Witchblade, eu achei por lá. Também não sei dizer se existem dessas lojas em todas as cidades brasileiras, o que não resolve a vida de muita gente. Um dos sebos q vou sempre, a estante de quadrinhos fica ao fundo. E tem até banquinho que ajudam a gente a alcançar as prateleiras mais altas!
Estava eu, outro dia, garimpando revistas do Demolidor quando sinto duas batidinhas na minha perna: -Tem revista do super homem, aí? Olhei para baixo e antes mesmo de responder, o próprio Clark Kent veio pedindo para o moleque não me atrapalhar. Uau, arregalei os olhos e sorri. -Não, aqui só tem revista do Demolidor! Claro que respondi para começar uma conversa com o "Clark". Conversamos pouco sobre quadrinhos, editoras e essas coisas nerds. Fui para o caixa, sem o número do telefone dele mas com um especial do Superhomem. Ah, não comprei a revista do Super não, fiz isso só pra chamar a atenção. Vai que eu encontro ele de novo, aí tem mais assunto... :wink:
Recebi a noticia com espanto tem dias, quase um mês para ser mais exata. E o pior é que nem foi da boca dele, aquele maldito! Não que eu achasse que ele tinha que ser fiel a um relacionamento que nem existe mais, mas eu ainda o amo. A notícia do casamento me pegou de surpresa. Queria resolver aquilo logo, mas sabia que somente no mês seguinte eu poderia entender melhor essa história. Então, próximo a época que seria possível encontra-lo, ia procura-lo quase que diariamente, e ele nunca estava lá. Cheguei a pensar que era proposital, só podia ser isso!
A noticia ia crescendo, muitos comentando e dizendo mais detalhes, mas eu queria saber por mim mesma, diretamente dele. Como ele podia se casar? Então ontem soube que ele tinha chegado, nem dormi essa noite direito só pensando que finalmente tudo ia se resolver! Mas acordei atrasada, que desespero! Abri o guarda-roupa peguei a primeira roupa que encontrei, calcei os sapatos, prendi o cabelo despenteadamente no alto da cabeça e saí correndo para trabalhar. Passei em frente, ai que nervoso, mas eu estava tão atrasada que não ia dar tempo de jeito nenhum! Mas a noite ele não me escapava! Trabalhei o dia inteiro e estava exausta. O sapato já apertava os pés, o cabelo estava de novo no alto da cabeça preso de outra maneira, não via a hora de chegar em casa e relaxar. Foi quando passei na frente da banca de jornal e o cansaço físico quase me fez esquecer... Entrei, peguei a revista, paguei. Já sai folheando, curiosa. Retirei os sapatos dos pés, sem me importar com a meia fina no chão e os levava nas mãos. Entrei na condução, fiz uma breve massagem nos pés, ainda lendo a revista, abri a bolsa, retoquei o batom... Ah, era verdade! O maldito Matt-Demolidor casou mesmo com a cegueta da Milli.
Anh? O que foi? Batom, salto alto e hq na mão... nunca viu não? Então vai se acostumando com a idéia!