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O filme Sangue Negro (There will be Blood, 2007) foi um dos grandes concorrentes do Oscar 2008. Concorreu em 8 categorias: Filme, Diretor, Ator, Roteiro Adaptado, Direção de Arte, Fotografia, Edição e Edição de Som. O filme dirigido por Paul Thomas Anderson com Daniel Day-Lewis no papel principal tem mesmo muitos méritos e é mais um que mereçe ter sua resenha por aqui...
O filme como o próprio nome sugere conta parte do surgimento da indústria do petróleo que obviamente gerou muita disputa e derramamento de sangue.
A história acompanha a jornada de Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) e de seu filho H.W. (Dillon Freasier e Russel Harward) que constroem uma das maiores fortunas depois de serem informados sobre uma terra com achado de petróleo. Apartir da primeira terra comprada por Daniel, na cidade pacata de Little Boston, nunca mais a vida deles será a mesma. A cada avanço tecnológico e mais terras adquiridas a cobiça e o egoismo vão aumentando. Tudo isso também entra em conflito com a visão religiosa liderada pelo pastor Eli Sunday (Paul Dano) e consequentemente se transformando numa disputa entre igreja e poder econômico.
O filme dirigido por Paul Thomas Anderson tinha grandes possibilidades de cair na monotomia ao longo de duas horas e meia, mas a forte interpretação de Daniel Day-Lewis e os nuances psicológicos do personagem são um prato cheio para os cinéfilos. Logo nos primeiros 15 minutos do filme, sem diálogo nenhum, apenas com as caretas de Daniel Day Lewis, você entende o porque do Oscar de melhor ator. É incrível como Daniel Day-Lewis encarou o personagem e faz dele a alma do filme! Oscar merecídissimo!!! Além dele, não posso deixar de falar de Paul Dano. A falta se quer de indicar ele para o Oscar de ator coadjuvante é um dos maiores erros do Oscar 2008. Numa das cenas mais famosas do filme, a libertação da alma de Plainview na igreja pelo pastor Eli Sunday, Daniel Day Lewis e Paul Dano disputam de forma extremamente equilibrada cada segundo em tela. Cena para povoar a memoria por um bom tempo.
Deixando de lado as interpretações, mais uma vez fica claro pelas indicações ao Oscar que o filme foi extremamente bem cuidado nos seus méritos técnicos, mesmo que só tenha conseguido faturar o Oscar de Fotografia. Eu devo confessar que torcia por Sangue Negro para o Oscar de Filme, Diretor e Roteiro Adaptado, uma vez que achei um filme mais próximo da perfeição do que "Onde os Fracos não tem vez". Defeito de fato só consigo apontar no quesito trilha sonora que chega a incomodar ao longo do filme... Fiquei pensando várias vezes enquanto ouvia que, se tivesse o poder de desligar o som, eu desligaria... No mais, acho que fica até desnecessário eu falar que todos os cinéfilos devem ver Sangue Negro. Aproveitem enquanto ainda está nos cinemas porque depois só em locadoras, e na televisão de casa é certo que já não é a mesma coisa.
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