Street Fighter 4 (Arcade, Playstation 3, Xbox 360, Wii)
Do que se trata: a nova versão do maior clássico da pancadaria chega disposta a recuperar o trono. Todo o elenco do original foi confirmado, além de cinco personagens novos, e o sistema de jogabilidade promete agradar a novatos e veteranos.
Por que comprar: só o fato de Street Fighter ganhar continuação direta depois de dez anos não te convenceu?! Tudo bem, vamos deixar os gráficos e o sistema de contra-ataques cuidarem disso.
Por que não comprar: da jogabilidade "pseudo-2D" aos lutadores, a Capcom parece obcecada em repetir o sucesso de SFII. Missão dificílima é quase como se os Rolling Stones se obrigassem a compor outra Satisfaction. Pra não citar que alguns personagens novos são descaradamente plagiados de outras franquias.
Mortal Kombat vs. DC Universe (Playstation 3, Xbox 360)
Do que se trata: naquele clima de "universos invadidos" que os fãs de quadrinhos conhecem tão bem, Sub Zero e cia. encaram os heróis da Liga da Justiça. Parece um plágio tardio de Marvel vs. Capcom, mas a combinação funcionou bem. Ou não.
Por que comprar: jogabilidade refeita, com sistema de luta em curtas distâncias e em queda livre, os melhores e mais fluidos gráficos da série MK e o primeiro jogo de luta decente com Super-Homem e Batman.
Por que não comprar: o duelo improvável enfureceu os fãs de Mortal Kombat, ainda mais porque o criador da série havia prometido que o novo jogo seria mais "sério" do que os dos 128 bits.
Super Smash Bros. Brawl (Wii)
Do que se trata: a terceira versão da porradaria entre personagens da Nintendo. Desta vez, o elenco é enorme: além de praticamente todos os lutadores das duas versões anteriores, estréiam Wario, Diddy Kong e até mesmo Solid Snake e Sonic (admita, você ainda se surpreende ao vê-lo num videogame Nintendo!) É o único jogo comentado nesta matéria que já está disponível.
Por que comprar: dá para fazer a luta Sonic contra Mario. Precisa mais? Se precisar, ainda frisamos o número obscenamente alto de extras destraváveis e o fato do jogo ser divertidíssimo para jogar em turma.
Por que não comprar: o jogo sofre do mesmo problema de praticamente todos os lançamentos do Wii: é voltado para jogadores ocasionais e partidas em grupo. Ou seja, pode ser chato para quem prefere jogar sozinho.
The King of Fighters XII (Arcade)
Do que se trata: dois jogos depois de desistir dos lançamentos anuais, a Playmore nos traz o primeiro KOF em muito tempo sem reciclagem de sprites e, de quebra, o primeiro com gráficos em alta definição. A jogabilidade foi refeita (de novo) e incorporou novas apelações e recursos de defesa. Tá bom pra você?
Por que comprar: KOF pode não ser mais o arrasa-quarteirão de dez anos atrás, mas sempre vale a pena jogar com Iori Yagami, Kyo Kusanagi e Terry Bogard. Além disso, o desequilíbrio entre personagens que caracterizou os últimos capítulos da série parece ter sido finalmente resolvido.
Por que não comprar: King of Fighters caiu na repetição já há alguns anos, e as tentativas de melhorar o jogo copiando os crossovers da Capcom tiveram o efeito oposto. Não bastasse isso, os designs de personagens vêm piorando a cada versão.